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Duas matérias de interesse do nosso setor publicadas no Valor Econômico de 10 de junho e na Folha de S.Paulo de 09 de junho, repercutidas nos posts Nova cimenteira na praça e Cooperativas e centrais de negócios, respectivamente, mostram o quanto as relações de comércio mudaram nos últimos anos.

Pode parecer ousadia afirmar, mas no mundo de hoje, e no Brasil em especial, há mais espaço para nos contrapormos a cartéis e utilizando para tanto práticas de negociações lícitas e juridicamente fundamentadas. Na reportagem do Valor é anunciada a criação de mais uma indústria mercado brasileiro de cimento que até a pouco contava apenas com poucas e tradicionais concorrentes, há poucas semanas noticiou-se a entrada no nosso mercado da maior distribuidora mundial de aços - Leia: Maior distribuidora de aço chega ao Brasil -, o que pode facilitar bastante a importação de produto de qualidade técnica comprovada e proveniente de regiões confiáveis sem a necessidade de nos envolver no oneroso e burocráti co processo de importação.

A proximidade entre mercados, a quebra de barreiras comerciais, o rápido crescimento da nossa economia e a fartura de crédito para financiamento aumentou nossa possibilidade de escolha e numa sociedade livre e democrática temos exercido este direito sem receio de pressões, e é bom que isto tenha ocorrido justamente agora que o nosso setor está fortalecido.

A reportagem da folha trata de centrais de negócio que em essência funcionam de forma similar às cooperativas de compras criadas por construtoras sob os auspícios da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O trabalho de nossa cooperativa aqui em Brasília tem nos permitido contrapor tabus até então estabelecidos e nunca confrontados sem a necessidade de confrontos jurídicos e utilizando-se apenas da prática do livre negociação.

Da maneira acima preconizada temos feito boas parcerias com empresas do segmento de aço, cimento e elevadores, materiais campeões da curva ABC e sobre os quais pairam nuvens de nebulosas barreiras, tais como mercado cativo e dividido. Temos feito negociações claras e conseqüentes com empresas que fornecem produtos de qualidade técnica mundial.

Há ainda grandes empresas tradicionais que têm evitado negociar com cooperativas, todavia torcemos para que a atitude seja repensada afinal espaços estão aí para serem ocupados e a exemplo da nova indústria de cimento tratada na matéria do Valor outras fábricas de menor porte estão ocupando com agilidade nichos cativos de grandes colossos industriais.

De resto, qual a diferença existente entre um contrato com a maior construtora regional ou nacional e um contrato idêntico concernente ao mesmo volume, intermediado pela cooperativa, com uma série de construtoras de menor porte?  Nenhuma! Resulta em menos trabalho para os dois lados afinal numa única negociação resolvesse o problema de 30 construtoras gastando-se 29 visitas a menos!

E como uma boa idéia puxa outra o Sebrae-DF realizou uma “rodada de negócio” na qual, sindicatos empresarias representativos de diversos setores ofereceram seus produtos e serviços para a Coopercon-DF que prontamente atendeu ao convite e organiza no próximo dia 21 de junho, às 14h, na sala de reuniões do Sinduscon-DF assembléia para tratarmos destas novas possibilidades de compras.

O convite do Sebrae-DF é mais um reconhecimento a uma forma de organização ética, moderna e comprometida com os interesses da classe e sem prejuízo da indústria fornecedora, que devemos ter sempre como parceira.

Dionyzio A. M. Klavdianos
Presidente da Comat/Sinduscon-DF

Fonte: SINDUSCON - DF (www.sinduscondf.org.br)